Set 5, 2018
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Pesquisa afirma que ficar em segundo é melhor que ficar em primeiro!

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Num estudo sobre a vida de atletas medalhados olímpicos, o professor Adam Leive constatou que não terminar em primeiro pode, após, motivar a procura por sucesso profissional.

Já ouvimos muitas vezes a expressão “os últimos serão os primeiros”. Talvez isso seja apenas uma frase feita para motivar pessoas a não desanimarem em função de eventuais fracassos, é verdade. Mas, quando se trata da comparação entre o primeiro e o segundo – ou o primeiro dos últimos? – lugares, uma pesquisa recente mostra que há uma base real para não ficar triste se ficar em segundo.

Professor assistente da Universidade da Virgínia, Adam Leive publicou no Journal of Health Economics um estudo que compara a evolução na vida pessoal e na vida profissional de atletas que foram primeiro ou segundo colocados em Olimpíadas de 1896 e 1948. Leive constatou que, em geral, ganhar a medalha de prata resultou em destinos mais prósperos do que o observado para os medalhados com o ouro.

O recorte histórico feito por Leive é importante porque aborda o período em que os atletas eram amadores. Ou seja, as suas vidas não eram, ou eram em escala bastante pequena, influenciadas pelo sucesso desportivo. Naquela época, tanto os vencedores quanto os segundos colocados voltavam para casa a precisar procurar um emprego “comum”. 

Mas ficar com a medalha de ouro ou de prata parece ter servido para mudar o rumo de vida daqueles atletas. Leive observou que 70% dos atletas analisados que ficaram em segundo lugar nas competições conseguiram tornar-se trabalhadores profissionais, depois disso, enquanto apenas 20% dos vencedores no desporto conseguiram tal feito. O restante ficou com empregos semiprofissionais ou se tornaram vendedores de comércios populares.

Os segundo colocados também alcançaram maiores salários e tiveram, em geral, uma vida um ano mais longa do que a dos seus então competidores, segundo a pesquisa.

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