Fev 2, 2018
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Facebook é pior para a sociedade do que o McDonald’s

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Um inquérito conduzido pela Honest Data, pedia às pessoas que, perante uma lista, escolhessem a empresa que teria tido um pior impacto na sociedade. As escolhas recaíram em: Marlboro, Walmart, Facebook, McDonald’s e Coca-Cola.

Os resultados foram:

  1. 43% dos inquiridos escolheram a empresa Marlboro
  2. 27% dos inquiridos escolheram a Facebook
  3. 21% dos inquiridos escolheram a McDonald’s
  4. 18%.dos inquiridos escolheram a Walmart
  5. 16% dos inquiridos escolheram a Coca- Cola

Por outro lado, 36% das pessoas escolheu a opção “nenhuma das empresas da lista”.

De entre as “tecnológicas” o Facebook foi citado destacadamente:

  1. 37% Facebook
  2. 27 % Twitter
  3. 7% Google
  4. 6% Netflx
  5. 4% LinkedIn

53% das pessoas escolheu a opção “nenhuma das empresas da lista”.

Segundo Tavis McGinn, fundador da Honest Data, em artigo publicado no LinkedIn os mais recentes dados não são uma “total surpresa”, dada a publicidade negativa que o Facebook tem recebido nos últimos meses, nomeadamente no que concerne o seu papel na difusão de notícias falsas [fake news], questão que levou a rede social a encetar uma série de alterações na plataforma.

Mark Zuckerberg, fundador da rede social, no dia 31 de janeiro, afirmou que estas mudanças “reduziram em 55 milhões de horas o tempo que as pessoas passam no Facebook”.

“Na esfera pública, as pessoas começam a questionar o impacto a longo prazo do Facebook no bem estar psicológico das pessoas. Vários crimes violentos e suicídios foram ‘transmitidos’ em direto no Facebook. E vários investidores iniciais e funcionários do Facebook questionaram se a rede foi desenhada para ser aditiva e se pode causar lesões cerebrais a longo prazo (especialmente nas crianças)”, acrescenta.

Um estudo da APA PsycNET aponta que vários utilizadores das redes sociais tem a tendência para desenvolver depressão, ansiedade e tendências suicidas. Segundo o jornal Business Insider, o estudo procura mostrar que não são apenas dois fatores correlacionados. Ao invés, as redes sociais conduzem efetivamente a sentimentos negativos.

“Infelizmente, 2017 foi um ano duro para o Facebook. Em 2018, estamos focados em tornar o Facebook não só numa ferramenta de diversão, mas também em algo bom para o bem-estar das pessoas e da sociedade. Estamos a fazer isto ao encorajar conexões entre as pessoas com significado em vez da passividade do consumo de conteúdos”, disse Zuckerberg na sequência da apresentação dos resultados do quarto trimestre.

Via: 24.sapo.pt

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