Conheça a musica mais triste do mundo, ligada a mais de 100 suicídios…

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suicidioA canção de Rezsö Seress e László Jávor “Gloomy Sunday”, (Domingo Sombrio), pode ser uma das canções mais deprimentes já gravadas. Mas não se fica por aqui: ela é considerada “a música húngara do suicídio” por causa da sua ligação a uma onda de suicídios no século 20. Mas poderia essa música assumidamente triste realmente desencadear um comportamento suicida?

Um artigo de março de 1936 na Time Magazine lista uma onda de suicídios na Hungria que estava supostamente ligada à música:

  • um sapateiro citou a canção na sua nota de suicídio;
  • duas pessoas escolheram suicidar-se ao som da música;
  • várias pessoas que se suicidaram no rio Danúbio levaram a partitura consigo.

Mas os relatos de suicidios “provocados” pela música não se ficam apenas pela Hungria. Na década de 1930, o New York Times noticiou suicídios (e tentativas) nos EUA ligados ao “Domingo Sombrio.” A canção foi banida pela BBC até 2002, e de acordo com alguns relatos, certos pontos de venda nos EUA recusaram-se a tocar a música, temendo que ela era de algum modo responsável por estes suicídios. Ao todo, a música foi responsabilizada por pelo menos 100 suicídios em todo o mundo.

E o problema pode ter mesmo começado antes de ser publicada! Não sei se mito ou verdade, reza a história, a segunda editora que recebeu a partitura da música para ser publicada matou-se logo de seguida. Mas “Gloomy Sunday” foi um sucesso indiscutível na época da depressão Húngara, e fez algum sucesso extra portas. Billie Holiday gravou a sua versão de “Domingo Sombrio” em 1941, e, a partir de 2008, a canção tinha sido gravada 79 vezes por artistas como Lou Rawls, Ray Charles, Elvis Costello, Sarah McLachlan, e Björk. (no entanto, algumas das gravações em inglês suavizam o tom da canção, adicionando uma terceira estrofe que sugere que a morte era apenas um sonho). Ela ainda inspirou um filme de 1999 de Ein Lied von Liebe und Tod (Gloomy Sunday – Uma Trágica Canção), que gira em torno de um relato fictício de criação da música.

O original:

Aqui a versão de Billie Holiday (com tradução de português do Brasil):

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