Ago 7, 2018
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Cidade norueguesa não permite que os seus moradores morram no seu território!

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A cidade de Longyearbyen é um lugarejo remoto no arquipélago norueguês de Svalbard, no norte do planeta. É tão perto do Polo Norte que as pessoas passam meses sem ver a luz do dia. Apesar disso não é lugar triste. A beleza natural é tamanha que os moradores se sentem privilegiados. Mas, mesmo a morar num cantinho tão peculiar do mundo, eles são meros mortais como todos nós. Quer dizer, mais ou menos isso.

Apesar de não serem imortais, os cerca de 2000 habitantes de Longyearbyen não podem morrer na cidade. E tudo por causa do frio. O clima é tão congelante naquele lugar que os cadáveres não se decompõem. Isso fez com que as autoridades em 1950 tenham aprovado uma lei proibindo os moradores de morrer no município.

A título de exemplo, cientistas exumaram os corpos das vítimas de uma pandemia de gripe que assolou a cidade em 1918. Algumas amostras do vírus permaneciam vivas mesmo 80 anos depois e podiam, até mesmo, infectar os moradores.

O governo não consegue impedir que as pessoas morram. Por isso, geralmente, quando um habitante está perto da morte, é enviado para o continente para poder ser enterrado por lá. A única possibilidade de permanecer na ilha é sendo cremado.

Leis parecidas não pegaram em outros lugares
Leis que proíbem habitantes de morrer não são exclusivas da Noruega. Em 2012, o autarca de Falciano del Massico, na Itália, tomou a mesma decisão, tudo porque cidade não tinha cemitério. A ordem, no entanto, foi burlada algumas vezes.
As cidades de Lanjarón, na Espanha, e Sarpourenx, na França, também promulgaram leis parecidas. Claro que sem sucesso.
A moda também chegou ao Brasil. Em 2005, o então autarca de Biritiba-Mirim (SP) tentou proibir os moradores de morrer, pois o cemitério da cidade estava cheio. Quem pagaria a multa, em caso de desrespeito ao decreto, seria a família do morto. A Câmara local, porém, vetou o projeto do Executivo municipal.

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