Fev 1, 2018
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IgNobel 2017: o prémio “Nobel” para as pesquisas científicas mais absurdas

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Os Prémios Nobel alternativos distinguem a “investigação que primeiro faz as pessoas rirem e depois pensarem”, segundo o site dos organizadores.

Dito de outra forma, tais prémios destinam-se a celebrar o incomum, a honrar a imaginação – e estimular o interesse das pessoas pela ciência, medicina e tecnologia.

A cerimónia contou este ano com a presença dos verdadeiros prémios Nobel: Eric Maskin  (Economia, 2007), Roy Glauber (Física, 2005) e Oliver Hart (Economia, 2016)

E este ano, os prémios foram para:

IgNobel da Física, um estudo que argumenta que os gatos podem tecnicamente ser considerados sólidos e líquidos em simultâneo devido: à sua extraordinária capacidade de se adaptarem à forma do recipiente que os contém. O estudo, desenvolvido pelo francês Marc-Antoine Fardin, da Universidade Paris Diderot, foi inspirado em fotografias que circulam online de gatinhos metidos em toda a espécie de recipientes, desde frascos de doce a lavatórios.

IgNobel da Obstetrícia (atribuido pela primeira vez): Marisa López-Teijón, espanhola especialista em reprodução assistida, e a sua equipa, foram premiados pela criação de um dispositivo que permite ao feto ouvir música através da vagina da mãe.

Ig Nobel da Nutrição: foi para uma descoberta realizada pela brasileira Feranda Ito, o canadiano Enrico Bernard e o espanhol Rodrigo Torres, que encontraram o primeiro vampiro: uma espécie de morcego que se alimenta efetivamente de sangue humano.

IgNobel da Paz: da autoria de uma equipa de investigadores internacional e demonstrou que o uso do Didgeridoo, instrumento musical de sopro da Austrália, pode ajudar a melhorar a apneia do sono e o ressonar.

IgNobel da Anatomia:  trabalho publicado em 1993 pelo médico britânico James Heathcote, que procurou perceber porque têm os idosos as orelhas grandes. De acordo com os dados alcançados, as orelhas não crescem com a idade, mas esticam devido à gravidade.

IgNobel da Economia: Matthew Rockloff e Nancy Greer, pelas suas experiências para ver como o contato com um crocodilo vivo afeta a vontade de uma pessoa de apostar.

IgNobel da Biologia: Kazunori Yoshizawa, Rodrigo Ferreira, Yoshitaka Kamimura e Charles Lienhard, pela descoberta de um pénis feminino e uma vagina masculina, num inseto que vivem em cavernas.

IgNobel da Dinâmica de Fluidos: Jiwon Han, para estudar a dinâmica do escoamento líquido, para saber o que acontece quando uma pessoa caminha para trás enquanto carrega uma xícara de café.

IgNobel da Medicina: Jean-Pierre Royet , David Meunier , Nicolas Torquet , Anne-Marie Mouly e Tao Jiang , para usar a tecnologia avançada de scaner cerebral para medir a medida em que algumas pessoas ficam enojadas com o queijo.

IgNobel da Cognição: Matteo Martini , Ilaria Bufalari , Maria Antonietta Stazi e Salvatore Maria Aglioti , por demonstrar que muitos gémeos idênticos não se podem distinguir visualmente.

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