Fev 14, 2012
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Cientistas explicam o porquê de músicas tristes fazerem tanto sucesso

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Pensando bem: se uma música triste nos deixa, bem, tristes, porque é que ela faz sucesso? Não faria mais sentido que evitássemos ouvir o que nos faz sentir mal?

A questão é essa: elas também nos fazem sentir bem. O neurocientista Robert Zatorre, da Universidade de McGill (Canadá), constatou que músicas emocionalmente intensas, tipo aquela que faz o(a) faz lembrar o fora que levou, libertam dopamina, o neurotransmissor que promove a sensação de prazer, no cérebro. O efeito é parecido com a satisfação que comida, sexo e drogas alcançam. Observando as reações de voluntários, ele viu que, quanto mais arrepios o povo sentia enquanto ouvia canções cheias de emoção, mais dopamina era libertada.

Ou seja: ouvir músicas tristes, mesmo que nos entristeça, ao mesmo tempo nos faz sentir bem, e motiva-nos a “apertar novamente o gatilho” que causou a sensação. No caso, ouvir o chororó musical de novo e de novo. E assim elas disparam para os top’s.

Outro segredo desta nossa fascinação pelas canções depressivas é, segundo o psicólogo britânico John Sloboda, um elemento musical característico chamado de apogiatura — um tipo de nota musical que cria um som dissonante e gera tensão no ouvinte. Quando a apogiatura passa e as notas voltam à melodia familiar, a sensação é boa, e é nesses momentos que a desabamos e cedemos à emoção. Quanto mais apogiaturas uma música tem, maior é o ciclo de tensão e alívio que ela cria, e a emoção ao ouvi-la é ainda mais forte.

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